Recentemente, tive a sorte de conseguir um notebook Dell incrível em um bota-fora da empresa. Conseguir parcelar e pagar um preço acessível foi demais! Não é um equipamento cheio de firulas ou especificações mirabolantes, mas me deu uma alegria imensa colocar as mãos em uma máquina que, com um pouco de dedicação, se transforma em uma ferramenta poderosa.
Essa experiência me lembra muito de quem eu sempre fui. Não é só nostalgia de “era BBS”, mas sim uma continuidade. Naquela época, tudo era mais manual: desmontar coisas na mesa da cozinha, ajustar uns cabos, configurar IRQs e testar configurações até que funcionassem, e persistir mesmo quando nada parecia fazer sentido. Era teimosia e liberdade. Hoje, só mudaram os cabos, mas o espírito permanece o mesmo.
Não me lembro exatamente mas acredito que a pelo menos dois anos eu assino as páginas HTML do meu site com GPG, faço isso para praticar soberania, autenticidade até mesmo promover ferramentas que auxiliam na privacidade.
Inicialmente eu deixava a assinatura GPG embutida no próprio conteúdo HTML, por exemplo:
Sabe aquela sensação de que algo não está certo? Pois é, ter a assinatura embutida nos meus arquivos HTML sempre me incomodou um pouco. Apesar de ser super prático validar a assinatura com um comando simples, tipo curl https://adlermedrado.com.br/missives/what-id-tell-my-23-year-old-self/ | gpg —verify, a ideia de ter a assinatura “colada” no arquivo original me incomodava. Parecia que o arquivo não era mais o original, né?
Mesmo com pouco tempo livre na semana, sigo comprometido em manter o FraudTalon avançando e publicando updates regulares.
A partir de hoje, é possível fazer o upload de arquivos .eml diretamente pela interface, e o sistema realiza uma análise
completa combinando heurísticas de segurança de e-mails com inteligência artificial.
O pipeline está assim:
Parse automático do .eml, com extração dos headers, remetente, destinatário, assunto e corpo
Avaliação heurística com sinais como:
Mismatch entre From, Reply-To e Return-Path
Falhas de autenticação (DKIM, SPF, DMARC)
Recebimento por servidores desconhecidos
Análise por IA (via OpenAI) levando em conta todo o conteúdo textual
Score consolidado com os sinais suspeitos encontrados
Essa atualização transforma o FraudTalon em uma ferramenta muito mais útil para análise de
e-mails suspeitos, como golpes de Pix, phishing, ou promessas falsas de investimento.
Depois de receber tantas mensagens dos meus pais, esposa, irmã e amigos perguntando se certos e-mails ou anúncios que viram nas redes sociais eram legítimos, decidi criar uma ferramenta para ajudar a identificar fraudes, golpes e tentativas de phishing.
Atualmente ele está na versão MVP 0.0.1 — funcionalidades básicas, heurísticas simples (comecei com NLP mas deixei de lado — por enquanto, não é necessário) e um único LLM baseado em nuvem. O objetivo neste estágio é validar a ideia.
Construindo meu próprio RAG soberano para análise de segurança de código
Nos últimos tempos, comecei a olhar com mais atenção para algumas ferramentas de análise de código que prometem identificar falhas de segurança em projetos. A ideia é boa. Recebi uma dessas ferramentas como sugestão e fui atrás para entender melhor o que havia por trás da proposta.
Logo de cara percebi um padrão: os preços dessas plataformas não são exatamente convidativos. Algumas até oferecem planos gratuitos limitados, mas a gente sabe como funciona o jogo. Quando algo muito bom aparece “de graça”, o custo real costuma vir de outro lugar. Coleta de dados, lock-in na plataforma, modelos black-box processando seu código na nuvem de terceiros. E como hoje eu venho estudando bastante IA e, em especial, o tema dos RAGs (Retrieval-Augmented Generation), a pergunta veio automática: por que não montar o meu próprio pipeline, 100% local, soberano, usando ferramentas open-source, rodando direto na minha máquina, sem depender de ninguém?
Essa semana eu publiquei um vídeo no meu canal do Youtube explicando
alguns pontos que eu considero importantes e aplico de maneira objetiva no meu site.
O vídeo pode ser interessante para quem se preocupa com soberania, segurança e privacidade.
Um projeto open-source chamado Deep-Live-Cam está chamando atenção no GitHub. E com razão.
Com apenas uma imagem estática, ele consegue simular o rosto de qualquer pessoa em tempo real, dentro de uma chamada de vídeo. Tudo isso rodando localmente. Sem nuvem. Sem limites.
A consequência é direta: não dá mais pra confiar em uma chamada de vídeo.
E isso levanta a pergunta inevitável: como validamos a identidade num mundo onde rostos podem ser forjados ao vivo?
Se você ainda não utiliza GPG para assinar ou criptografar seus arquivos e mensagens, está na hora de repensar isso. Não é apenas sobre parecer um hacker de filme dos anos 90 — é sobre proteger sua comunicação e identidade digital em um mundo cada vez mais hostil.
🔐 O que é GPG?
GPG (GNU Privacy Guard) é uma implementação livre do padrão OpenPGP. Ele permite que você crie pares de chaves criptográficas para assinar digitalmente arquivos e mensagens, além de criptografá-los para garantir confidencialidade. É uma ferramenta essencial para quem leva a sério a segurança digital.
Em seguida, edite o arquivo e remova o caractere # do início da linha 3, ele deve ficar assim:
# sudo_local: arquivo de configuração local que sobrevive a atualizações do sistema e é incluído para sudo# descomente a linha a seguir para habilitar o Touch ID para sudoauth sufficient pam_tid.so
Passos detalhados para editar o arquivo
Para editar o arquivo, use um editor de texto como nano ou vim. Por exemplo, com o nano:
Há alguns meses eu reformulei este site, eu estava usando wordpress e não estava
muito feliz com isso, então decidi usar um gerador de páginas estáticas, nesse caso o Hugo.
No passado eu já utilizei o Pelican, o Jekyll e o Dangolino,
este último era uma ferramenta criada por mim, mas que descontinuei depois de algum tempo.
Se não me engano, há posts aqui falando sobre eles.
Por que assinar as páginas?
Eu vejo a criptografia como um mecanismo de defesa, acredito que as pessoas devem
criptografar tudo, para tentar garantir segurança, privacidade e autenticidade, entre outras coisas.
Quem me conhece sabe que eu sempre desconfiei da segurança das urnas eletrônicas brasileiras, um dos fatores que me levam a ter essa postura é devido ao fato de o código das urnas ser fechado e não passar por auditorias externas.
Outro motivo é que aqui no Brasil nada que o governo coloca as mãos funciona direito, vide a saúde, educação, segurança, etc., então é de se desconfiar que a única coisa que funciona bem seja a urna eletrônica, algo tão vital para a manutenção da democracia.